Programa BNDES Mais Mobilidade
Liberado · programa · disponibilidade nao verificada
Modernização de veículos de carga e de transporte coletivo com objetivos ambientais.
Fonte oficial: página do produto no BNDES
Divergências em aberto (1)
Há dois regimes sucessivos e materialmente distintos para financiamento de veículos com recursos da União combinados com recursos do BNDES: o da MP 1.328/2025 (apenas caminhões, protocolo até 30/06/2026, 60% União e 40% BNDES, prazo de 60 meses, remuneração da instituição habilitada até 5% a.a. para autônomos) e o da MP 1.353/2026 (caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos; 100% ou 65% União; prazos de até 120 meses após a CMN 5.307/2026; remuneração da instituição habilitada até 8,8% a.a. para autônomos). A página do Planalto da MP 1.328/2025 exibe "Vigência encerrada".
Divergência entre fontes oficiais não se resolve por leitura. Exige ato do órgão ou decisão registrada. Não escolher um dos números por conveniência.
Regras (23)
Novos CFIProconve P 8; seminovos P 7, fabricação>=2012, NFe CST 0/5. Desmontagem: baixaregistro+NFentradaemdesmontador até 180 dias, senãovencimentoantecipado.
Até 50 milhões/cliente; 100%; PF 120/12 meses, PJ/EIcarga 60/6, passageiros 120/6. Taxasporperfil ecom/sem desmontagem; não aplicar condição PFapessoa jurídica.
TAC/PFcooperado, empresárioindividual/PJ dossetores previstos. Seminovos somente TAC/PFcooperado; ônibus/micro-ônibus só EI/PJ passageiros. Seguro/comissãofundos somente ROBaté 300 milhões. Até 100%, R$50 milhões/cliente.
Seminovo fabricadodesde 2012/P 7, com NF-e eorigem 0/5 ou ATPV-e com VIN brasileiro; novos CFI/P 8. Reciclagem exigeveículo>20 anos, licenciamentodesde 2024 econdiçõesrodagem; baixa e NFentrada desmonte entregues em 180 dias.
Texto traz protocolocomdocumentosaté 18/08/2026; semdocumentos econtratação 27/08/2026; informaçãoaté 28/09/2026.
Ato comunica apuração de cobrança em reais pela aplicação do custo e remunerações, suprimindo parágrafo de referencialSelic/cotação código143 dos itens3 e5 doAnexoIV da13/2022. Vigora26/03/2026, inclusive contratos anteriores sem aditamento; instrumentos desde27/04/2026 devem excluir o parágrafo.
52/2026: prazo de reembolso de até 120 meses (carência até 6) para empresário individual e pessoas jurídicas do transporte rodoviário ou urbano de passageiros (4.2.3; CMN 5.307/2026), mantidos 60 meses para cargas (4.2.2); protocolos para essas operações e para carência mensal a partir de 09.06.2026 (9.1.2-9.1.3); moedas TFC_MOB_FR_REC_60.90 e TFC_MOB_FR_NV_60.90 (6.3.1). 61/2026: novas séries TFC_MOB_ONIB_REC_120 e TFC_MOB_ONIB_NV_120 para prazos acima de 60 até 120 meses, PLs em 90 dias; vigor em 09.06.2026. 111/2026: prazos de protocolo (sem anexos) e de contratação alterados para 27.08.2026 (9.2.1 e 9.3), respeitada a dotação.
O Produto BNDES Finame financia a aquisição e comercialização de máquinas, equipamentos, sistemas industriais, componentes e bens de informática e automação, novos, de fabricação nacional, credenciados no CFI, e a aquisição de outros bens industrializados nacionais. As linhas atuais são BK Aquisição e Comercialização e Materiais Industrializados; a Linha BK Produção e a menção a serviços de modernização foram excluídas (Circulares 49/2022 e 23/2026).
Podem ser clientes finais pessoas jurídicas de direito privado sediadas no País; pessoas jurídicas de direito público interno, exceto a União; transportadores autônomos de carga e pessoas físicas associadas a cooperativa de transporte de cargas (micro e pequena empresa, para o setor); pessoas físicas que exerçam atividade agropecuária, florestal, pesqueira ou aquícola (redação da 91/2024); e empresários individuais. Condomínios edilícios e pessoas físicas sem atividade produtiva foram excluídos pela Circular 27/2024. Organizações religiosas e partidos políticos não podem ser clientes.
Quadro vigente na consolidada (substituído pela 36/2025 e alterado por 57/2025 e 01/2026): BK Aquisição e Comercialização – MPME "Demais BKs" remuneração do BNDES 0,75% ou 0,95% a.a. (notas 4 e 8) e "Ônibus e Caminhões" 0,95% ou 1,25% (notas 5 e 8); Grande Empresa "Demais BKs" 0,75% ou 0,95% e "Ônibus e Caminhões" 1,25%; BNDES Finame Baixo Carbono e Máquinas 4.0 0,75%; Materiais Industrializados (todos os portes) 0,95% ou 1,25% (notas 6 e 8; 1,15% tachado). Participação máxima 100%; remuneração da instituição financeira "a ser negociada"; carência até 24 meses; prazo total até 120 meses (BK) e até 84 meses (Materiais Industrializados). Referenciais de custo por célula: TLP, TLPCAP, TS, TSEXIG, TFB, TFBD (2), Taxa LCDEXIG (3), Taxa LCDCAP (3), Pré5, Pré3 e, conforme a célula, Taxa Fixa Composta e Taxa Fixa Composta MPME (7).
Nota 4: remuneração de 0,75% a.a. para clientes nas regiões Norte e Nordeste e 0,95% nas demais; nota 5: 0,95% no Norte/Nordeste e 1,25% nas demais; nota 6 (redação da 01/2026): na Linha Materiais Industrializados 0,95% para MPME no Norte/Nordeste e 1,25% para as demais regiões e portes; nota 8: a localidade é o município do CNPJ do investimento (pessoa jurídica) ou do local do investimento informado pelo agente (pessoa física).
A Taxa Fixa Composta MPME é "aplicável exclusivamente para MPMEs, conforme critérios estabelecidos pela Lei nº 13.483, de 21 de setembro de 2017 e pela Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 5.180, de 27.09.2024, ou outra que venha a substituí-la".
Redação vigente (Circulares 49/2025 e 09/2026): para uso da Taxa LCDEXIG ou LCDCAP as operações devem observar o prazo total, a carência e o prazo de protocolo dos PLs fixados na alínea "e" do item 5.1.1 da Circular 13/2022, quando menores que os do quadro. Estão tachadas as redações anteriores: prazo total ≤ 60 meses e carência ≤ 6 meses; vedação para máquinas agrícolas nas linhas Demais BK, Baixo Carbono e Máquinas 4.0; uso na Linha Materiais Industrializados apenas por MPME; e vedação para entes da Administração Pública Direta.
Nota 1: com TFB, Taxa Fixa Composta ou Taxa Fixa Composta MPME a carência é de até 12 meses; periodicidade trimestral/semestral/anual na carência e mensal/semestral/anual na amortização; aeronaves executivas e comerciais com primeira amortização até o 6º mês após a liberação. Nota 2: com TFBD a instituição financeira obtém e arquiva declaração do cliente sobre receitas em dólar ou atreladas ao câmbio; TFBD não se aplica ao Setor Público.
Item 6.2.1: R$ 150.000.000,00 por operação ("Até" tachado). Item 6.2.2 (Circular 64/2023): na Linha Materiais Industrializados o limite é de R$ 150.000.000,00 por Cliente Final a cada 12 meses contados da homologação; o antigo valor máximo de R$ 20.000.000,00 por operação está tachado. Os prazos da extinta BK Produção (item 6.1) estão excluídos.
Circular 14/2022 consolidada: a lista vigente de máquinas, equipamentos e sistemas apoiáveis compreende os itens 5.3.5.3 a 5.3.5.18, dezesseis itens em texto NÃO tachado, cada um anotado como alterado pela Circular SUP/ADIG 23/2026, de 25.03.2026. Entre os itens vivos estão biogás e biometano, estações de tratamento de efluente, dessalinização e conversão de veículos. O conteúdo vigente consta da própria consolidada; não é necessário recorrer à Circular 23/2026 para conhecer a lista.
As condições "Máquinas 4.0" aplicam-se a máquinas, equipamentos, componentes, bens de informática e sistemas industriais novos credenciados no CFI com tecnologias das categorias "Soluções de Manufatura Avançada" e "Serviços para Internet das Coisas (IoT)" do Regulamento de Credenciamento de Serviços Tecnológicos, considerando-se habilitados os bens classificados como "Máquinas 4.0" no CFI (5.3.7.1). Inclui-se o financiamento de bens de informática e automação abarcados pela Lei de Informática que possuam tecnologia nacional e cumpram o PPB na forma da Portaria MCT 950/2006; para enquadramento consideram-se as posições NCM do Anexo I do Decreto 5.906/2006 ou outra que o substitua (5.3.7.2).
No financiamento à comercialização, a venda pelo fabricante ao comprador deve observar os mesmos prazos e condições do financiamento (5.3.8, Circular 86/2024). Na Linha Materiais Industrializados podem ser financiados bens industrializados nacionais, exceto alimentos, bebidas, combustíveis, lubrificantes e itens credenciáveis no CFI, observada a lista do site; a verificação de origem usa CST ou CSOSN, admitindo bens com conteúdo de importação ≤ 40% ou que cumpram PPB (códigos iniciados por 0, 4 e 5); a lista usa códigos NCM (5.5.1-5.5.3).
Conforme anotações da consolidada: no financiamento a veículos terrestres leves (PBT < 3,5 t) de passageiros ou uso misto, o apoio fica restrito a motorização elétrica ou híbrida e a atividades de aluguel de veículos (5.2.4); bicicletas e patinetes não são financiáveis (5.2.5); as condições "Ônibus e Caminhões" aplicam-se aos veículos listados nos itens 5.3.2.1-5.3.2.6.
A Portaria GM/MDIC 121/2026 define os bens elegíveis e exige, para bens novos, limites da Fase P-8 do PROCONVE (CONAMA 490/2018) e credenciamento no CFI; para caminhões e caminhões-tratores seminovos, limites da Fase P-7 (CONAMA 403/2008), fabricação a partir de 2012 e NF-e com rastreabilidade, admitida alternativamente a ATPV-e em venda por pessoa física desde que o VIN indique fabricação no Brasil. A Portaria Interministerial MDIC/MF 172/2026 acrescenta que, em financiamentos cujo beneficiário tenha ROB de até R$ 300 milhões, podem ser financiados seguro do bem, seguro prestamista e comissão pecuniária de fundos garantidores contratados em conjunto com o bem, e que as linhas podem ser associadas a fundos garantidores ou seguro de crédito.
A Resolução CMN 5.300/2026, com base na MP 1.353/2026, alcança caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários. Composição das fontes: 100% da MP para transportador autônomo e pessoas físicas associadas a cooperativa; 65% da MP e 35% do BNDES para os demais. Remuneração da fonte da MP: 1%, 2%, 3% e 5,5% a.a. conforme beneficiário, condição do bem e comprovação de encaminhamento do veículo de contrapartida à desmontagem. Remuneração do BNDES até 1,25% a.a.; da instituição financeira habilitada até 8,8% a.a. (autônomo/cooperado) e até 3% a.a. (empresário individual e PJ). Teto de R$ 50 milhões por mutuário; risco da instituição financeira habilitada; vedada capitalização de encargos na carência.
O Anexo I da Resolução CONAMA 403/2008 fixa, em g/kWh, para a Fase P-7: NOx 2 nos dois ensaios; HC 0,46, CO 1,5, MP 0,02 e opacidade 0,5 m-1 no ensaio ESC/ELR; CO 4, CH4 1,1, MP 0,03 e NMHC 0,55 no ensaio ETC; NH3 25 ppm (valor médio) nos dois. Notas do quadro: motores a gás são ensaiados somente no ETC; o limite de CH4 vale apenas para motores a gás; motores a gás não se submetem ao limite de MP do ETC. A Fase P-7 vigora a partir de 1º de janeiro de 2012.
A Resolução CONAMA 490/2018 estabelece a Fase PROCONVE P8 para veículos pesados novos de uso rodoviário. O art. 23, expressamente invocado pelas Portarias GM/MDIC 345/2025 e 121/2026 e pela Interministerial 172/2026 como definição alternativa de caminhão, dispõe que o veículo leve comercial com PBT entre 3,500 e 3,856 toneladas cujo motor derive de motor mestre homologado para veículo pesado pode, alternativamente, atender aos limites da Fase P8, desde que previamente justificado e autorizado pelo Ibama.
Conclusão da pesquisa
Revisão parcial rastreável. Não autoriza enquadramento definitivo, protocolo ou declaração de estudo normativo integral concluído.
